terça-feira, 24 de novembro de 2009

Código de Barras por DNA

Nova ferramenta rastreia o comércio ilegal de animais silvestres

O comércio ilegal de carne e produtos manufaturados de animais silvestres tem crescido terrivelmente nos últimos anos, graças à grande demanda, aos lucros desmedidos, à falta de fiscalização e à pena mínima aplicada a criminosos presos traficando esse tipo material.

Um dos maiores desafios no combate ao tráfico de carne de animais silvestres é identificar a origem da carne e dos demais produtos. Uma vez que o animal é retalhado, sua carne e couro perdem a individualidade e se parecem com carne e couro de outros animais. Fica difícil saber se a carne é de uma espécie protegida por lei nacional ou internacional.

Uma técnica chamada código de barras de DNA pode ser a resposta. De acordo com artigo publicado na edição on-line da Conservation Genetics, esses códigos podem ser usados para distinguir rápida e inequivocamente a origem da carne ou do couro de várias espécies raras e ameaçadas.

Em vez de analisar o perfil genético completo da matéria orgânica, os autores usaram o código de barras de DNA para observar uma região curta do gene mitocondrial da subunidade 1 citocromo C (COX1). O DNA seria então identificado em um laboratório, a um custo baixo, já que apenas o gene COX1 precisa ser processado.

Os pesquisadores, na realidade, não examinaram nenhuma espécie ameaçada, mas sequenciaram a região do código de barras de 25 mamíferos e répteis facilmente comercializáveis, a maioria embargada pela Convenção para Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES, na sigla em inglês).

“Em nosso estudo, as espécies estão dentre as mais procuradas comercialmente na América do Sul e na África”, declarou o autor principal do trabalho, Mitchell Eaton. “Em geral elas são parcialmente preparadas no momento de serem levadas aos mercados urbanos, o que pode tornar sua identificação impossível”.

As espécies examinadas vieram da América do Sul e da África, e incluíam antílopes de pequeno porte, antílopes de chifre curvo, porcos selvagens vermelhos, macacos do velho mundo e crocodilos. As sequências de DNA geradas por esse estudo serão incluídas no Barcode of Life Data Systems, uma base de dados de códigos de barras de acesso livre on-line.

Embora muitas das amostras testadas tenham se degradado durante o processo de curtimento do couro ou por envelhecimento, os pesquisadores descobriram que ainda conseguiam extrair a sequência do COX1 na maioria dos casos. Os autores do estudo concluíram que com pouco esforço e refinamentos simples nos procedimentos de extração de DNA e da reação em cadeia da polimerase (PCR), “dados precisos de sequenciamento do código de barras podem ser obtidos para a maioria dos produtos rastreados por programas de monitoramento de carne silvestre e de investigação de vida selvagem”.

“Há um consenso quanto a usar o mesmo fragmento do DNA, o COX1, para construir uma biblioteca da vida”, informou o coautor da pesquisa, George Amato, diretor do Instituto Sackler de Genômica Comparada, do Museu Nacional de História Natural. “Esse é um exemplo de como a nova tecnologia genética pode transformar a sociedade, usando os códigos de barras para catalogar a diversidade de ecossistemas, monitorar espécies invasoras, procurar agentes patogênicos em alimentos, e fiscalizar o tráfico de animais selvagens vendidos como animais de estimação, entre outras finalidades.”

Essa não é a primeira vez que o DNA é usado para ajudar a identificar produtos ilegais provenientes de animais silvestres. No ano passado, Samuel Wasser, do Centro Americano de Preservação Biológica, introduziu um método genético para rastrear a origem de marfim contrabandeado. No início deste ano, uma pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences recomendou uma série de normas para os códigos de barras de plantas.

Nova Espécie de Camaleão

Cientistas encontram nova espécie de camaleão na Tanzânia

Uma equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de camaleão em uma floresta da Tanzânia ao ver um deles quase sendo engolido por uma cobra. Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo, disse que a cobra fugiu ao vê-lo, mas antes cuspiu o animal ainda vivo.

Comparando-o com outros dois camaleões semelhantes encontrados depois na mesma região, os cientistas constataram que se tratava de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.

Em um artigo publicado na revista especializada African Journal of Herpetology, eles batizaram o novo animal de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.

Ameaçado
"As espécies de camaleão tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende - a floresta de Magombera - está ameaçado", afirmou Marshall. "Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas."

Essa floresta da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção. Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.

"É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira", disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. "Eu trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial."

Fonte: Terra Ciência

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Genoma do milho


Cientistas concluem sequenciamento genético do milho

O sequenciamento completo do genoma do milho, anunciado nesta quinta-feira por pesquisadores americanos, representa um avanço com importantes repercussões no setor agroalimentar e bioenergético, considerando o aumento demográfico e o aquecimento global.
Em um contexto de crescimento da população mundial e de mudanças climáticas, o milho - terceiro produto mais cultivado no mundo, atrás do arroz e do sorgo - é a base de uma grande variedade de produtos, que vão desde os cereais para o café-da-manhã até a pasta de dentes e o etanol.
Os 150 especialistas em genética de diferentes centros de pesquisa que participaram da iniciativa, coordenada pela Universidade de Washington, em St-Louis (Missouri, centro), identificaram os 32 mil genes dos dez cromossomos que formam o genoma do milho, que é o mais conhecido entre as plantas.
Como base de comparação, o genoma humano tem 20 mil genes divididos em 23 cromossomos, que são os suportes da informação genética. O código genético do milho é colossal: com 2,3 bilhões de bases de DNA, seu tamanho se aproxima do código humano, que tem 2,9 bilhões.
Cerca de 85% dos segmentos de DNA se repetem sem que os cientistas saibam ainda por quê, e o número de genes semelhantes em diferentes lugares do genoma complica o sequenciamento, destacam os pesquisadores, cujo trabalho será publicado nas revistas científicas americanas Science, Anais da Academia de Ciências (PNAS) e PloS Genetics.
Como costuma acontecer no caso das plantas, o milho tem dois genomas separados e misturados, que refletem uma evolução de milhares de anos. Conhecido pelo homem há pelo menos 10 mil anos, o milho descende do teosinto, planta originária da América Central.
Além disso, o milho tem 1,6 mil genes únicos e inexistentes nas outras plantas conhecidas. "As empresas produtoras de grãos e os especialistas em genética do milho vão se debruçar sobre estes dados para encontrar seus genes favoritos", destaca Richard Wilson, diretor do Centro de Genoma da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, que coordenou o estudo financiado pela Fundação Nacional das Ciências e os departamentos de Agricultura e Energia americanos.
"Ter o genoma completo do milho vai facilitar o desenvolvimento de novas variedades, com um rendimento superior ou mais resistentes ao calor extremo ou à seca", acredita.
Fusheng Wei e Jianwei Zhang, pesquisadores do Arizona Genomics Institute (sudoeste) e co-autores do trabalho, destacam que "o mundo enfrenta uma demanda alimentar crescente e uma demanda de biocombustíveis para combater o aquecimento global".
Segundo dados da ONU, a produção alimentar precisará aumentar 70% ao longo dos próximos 40 anos para alimentar uma população mundial que alcançará os 9,3 bilhões de pessoas em 2050.
Avanços como o sequenciamento do genoma do milho "são a única maneira de alcançar estes objetivos de produção alimentícia", ressalta Colin Kaltenbach, da Universidade do Arizona.

Imagem da Semana

Cientistas encontram rinocerontes de Java no Vietnã

Um grupo de cientistas encontrou, com a ajuda de cães adestrados, sete rinocerontes de Java em uma selva do Vietnã, uma espécie que era considerada extinta desde 1998, quando um caçador matou o que seria o último exemplar nesse país, informou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
A responsável de imprensa do WWF no Vietnã, Julianne Becker, explicou que em colaboração com as autoridades começaram a usar os cães dia 10 de novembro para recensear a população de rinocerontes no parque nacional, cujo nome preferiu não revelar para proteger a esta espécie.
Becker informou que até o momento localizaram e marcaram sete exemplares.

A WWF trabalha na proteção do rinoceronte de Java no Vietnã desde que se descobriu sua presença e adverte que o principal perigo que afrontam provém dos caçadores furtivos e da agricultura que transforma seus habitats naturais em campos de cultivo.
Trata-se de animais muito sensíveis à atividade dos humanos, se alimentam de plantas e vivem em lugares lamacentos e no Vietnã ficam em estado selvagem entre uma e duas dezenas, segundo os cientistas.
Hoje sobrevivem cinco classes de rinocerontes e todos eles em perigo de extinção: o branco e o negro - ambos naturais da África -, o indiano de um só chifre, o de Sumatra de dois chifres e o de Java.

Fonte: Terra Ciência

Selvageria no Zoo

Leões matam tigresa branca rara em zoológico tcheco


Um casal de leões de um zoológico no norte da República Tcheca matou uma rara tigresa branca depois de entrar em sua jaula, na quinta-feira.
Funcionários do zoológico Liberac - o único no país a abrigar tigres brancos - foram alertados pelos rugidos da tigresa, mas não conseguiram impedir que ela fosse morta.
O leão Sultan, de 14 anos, e a leoa Elsa, de 11, conseguiram abrir uma portinhola que levava a uma área a céu aberto ocupada pela tigresa Isabella, de 17 anos.
O zoológico faz um rodízio dos animais nessas áreas durante o dia, e os funcionários acreditam que os leões tentavam ir para a parte da jaula onde haviam passado o dia anterior.
"O atual sistema de segurança existe há 12 anos e nunca havíamos tido acidentes como este", disse o diretor do parque, David Nejedlo.
Fundado em 1919, o Liberac é o zoológico mais antigo da República Tcheca.
Com a morte de Isabella, o local passa a abrigar três tigres brancos, inclusive uma filhote da tigresa.
Os trigres brancos são resultado de um gene recessivo.

Novos Moluscos

Descobertas cinco novas espécies de molusco



Pesquisadores espanhóis e cubanos localizaram no mar da cidade de Santa Cruz de Tenerife, na Espanha, cinco novas espécies do moluscos. As novas descobertas se caracterizam por emitir flashes de luz quando são ameaçadas.
Segundo os estudiosos, uma das espécies encontradas pode ser considerada um verdadeiro fóssil vivo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Hipopótamo: O Animal Mais Agressivo

Crocodilo morre ao tentar fugir sobre manada de hipopótamos





Um jovem crocodilo teve morte violenta ao tentar fugir pisando sobre as cabeças de uma manada de 50 hipopótamos parcialmente submersos no rio Nilo, no Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia. Ao aproximar-se de filhotes do grupo, o réptil foi cercado pelos pais e então tomou a decisão errada: escapar sobre os enfurecidos mamíferos. As informações são do jornal britânico Daily Mail.
Com medo, uma das mães hipopótamo atacou o crocodilo, cravando seus dentes afiados no pescoço do réptil e matando-o em questão de segundos. A cena rara - captada pelo fotógrafo checo Vaclav Silha - mostra que até mesmo um grande crocodilo não é páreo para um hipopótamo irritado, menos ainda para mais de um exemplar da espécie.
Rapidamente, a manada esmagou o corpo do jovem réptil aparentemente pelo temor de que ele ainda pudesse atacar os filhotes. "Podemos ver este tipo de acontecimento quando hipopótamos pensam que seus filhotes estão em ameaça. É exatamente o que aconteceu", explicou o fotógrafo ao diário britânico. O especialista contou que existe respeito mútuo entre as duas espécies, mas isso é deixado de lado quando as crias de qualquer uma das partes estão em perigo.
Quando irritados, os hipopótamos são considerados os mais agressivos do reino animal, podendo aplicar várias toneladas de pressão em uma única mordida.

 
© 2009 Template editado por Heytor Victor - Todos os direitos reservados